A cidade enquanto materialização de sentidos e a obliteração de subjetividades
Resumo
A cidade é a materialização de sentidos e afetos, há um embate de forças com escopo de dominá-la, é diante de tal percepção que pretende-se discorrer este escrito. Ao compreender desde sua gênese, segundo Careri (2013) que o potencial arquitetônico é
inextricável a lógica simbólica, é preciso refletir sobre a onda engendrante das políticas neoliberais na reinvenção das cidades como elucida Sanchez (2010), tal poder dominante torna-se um rolo compressor obliterando as subjetividades. Entretanto, urge-se a necessidade de conceber a ideia de cidade a partir da lógica do corpo que a vivência, somente com a profanação dos espaços, segundo Agamben (apud Jacques e Britto, 2010) será possível a restituição do espaço ao corpo que o experimenta.
