Desenho e educação
o ensino de argumentação através da arte no Novembro Negro para estudantes surdos
Mots-clés :
Desenho. Argumentação. Educação. Novembro Negro.Résumé
O sancionamento da Lei Federal nº10.639/03, que institui a obrigatoriedade do ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira no currículo escolar, origina o Novembro Negro, que é um período oportuno para o corpo docente estimular, junto ao corpo discente, as discussões acerca da educação para as relações étnico-raciais. Nesse contexto, o ensino de arte afrodiaspórica contribui para a compreensão interdiscursiva do desenho que, embora não seja considerado um gênero do discurso, viabiliza a compreensão da argumentação de um sujeito acerca de um tema de interesse público: o racismo. Para tanto, pretendeu-se discutir as possibilidades do processo de planejamento colaborativo envolvendo um(a) professor(a) do ensino comum e um(a) intérprete de Libras na proposição de uma oficina de argumentação voltada para estudantes surdos. Portanto, o estudo foi subsidiado na pedagogia visual, de Ana Regina Campello (2008), na argumentação multimodal, proposta por Assimakis Tseronis (2018), Paulo Roberto Gançalves-Segundo (2021) em diálogo com a análise dialógica da argumentação, proposta por Lucas Nascimento (2018), especialmente a categoria de sujeito argumentante, e Ruth Amossy (2018). Através desse entrecruzamento teórico-metodológico, foi possível observar as dimensões argumentativas do corpus constituído por um único desenho que possibilitou a discussão.
