QUEM JULGA ME REPRESENTA? UMA ANÁLISE INTERSECCIONAL DA ATUAL COMPOSIÇÃO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL
Resumo
A presente pesquisa buscou analisar a atual composição do Supremo Tribunal Federal (STF) no Brasil na perspectiva
interseccional, nas características de raça, gênero e classe social, estabelecendo, inicialmente, uma linha comparativa com
os dados populacionais expostos no último censo do IBGE. Posteriormente, busca compreender, por meio de levantamento
bibliográfico, qual o papel da Suprema Corte na democracia e como alguns princípios de base democrática, especialmente o
princípio da imparcialidade do julgador que estabelece a "desumanização" do magistrado, excluindo o contexto e as experiências
pessoais ao proferir uma decisão, são utilizados para legitimar a inacessibilidade de grupos minoritários à composição da
cúpula do Judiciário. Ademais, pretende-se assimilar a importância da representatividade de grupos minoritários no STF,
partindo de uma breve análise de dois casos julgados na corte. Por fim, esse resumo expandido conclui que as cadeiras do
STF não conseguem representar de maneira efetiva a sociedade brasileira, devido à falta significativa de representatividade.
