MAGISTRADOS NEGROS NO JUDICIÁRIO: POLÍTICAS DE COTAS E QUESTÕES DE GÊNERO
Resumen
O tema "Magistrados Negros no Judiciário: Políticas de Cotas e Questões de Gênero", escolhido a partir da análise do nosso
cotidiano traz uma reflexão no que tange a ausência de representatividade de gênero e raça, que se percebe notoriamente
a sua subalternização perante ao padrão extremamente elitizado trazido desde à ascensão do eurocentrismo, onde houve
a criação do modelo do homem estereotipado. Diante dessa perspectiva, a pesquisa documental proposta visa analisar
as relações raciais e de gênero no judiciário, considerando o impacto das cotas para os magistrados negros e as questões
de interseccionalidade. Destarte, foram utilizados os livros dos autores Abdias Nascimento (1978), que destaca o racismo
estrutural no Brasil; Conceição Evaristo (2003), abordando os desafios sociais e raciais enfrentados por mulheres negras
no país; e Djamila Ribeiro (2018), explorando o feminismo negro e desafiando os estereótipos de gênero e raça. Ademais,
vale salientar que foram imprescindíveis os dados estatísticos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), sobre a temática
"representação de gênero e raça no judiciário brasileiro", tendo um papel significativo para a construção e compreensão
da tese. Portanto, hodiernamente, observa-se que a ausência de interseccionalidade de gênero e raça no âmbito jurídico
influencia na falta de representatividade de mulheres e pessoas negras na carreira dos magistrados. Dessarte, urge discutir
esse viés, de maneira pacífica no cotidiano, para alcançar resultados que tornem essa discrepância democrática no Brasil.
