A OCUPAÇÃO DOS ESPAÇOS DE PODER NOS ÓRGÃOS DO PODER JUDICIÁRIO ATRAVÉS DE UMA VISÃO DE INTERSECCIONALIDADE ENTRE GÊNERO E RAÇA
Abstract
Dentre as inúmeras desigualdades que permeiam a história brasileira, há de se destacar uma estrutura extremamente
patriarcal e racista, resquício de um país erguido por meio da escravidão. Desse modo, foi de suma importância uma análise
da ocupação dos espaços de poder no Judiciário brasileiro, bem como um exame acerca da representatividade do sistema de
cotas, a fim de verificar se essa política é efetiva para desconstruir com os ideais morais que ora estipularam a área jurídica
como um lugar essencialmente masculino e branco. O estudo foi realizado por meio de um levantamento bibliográfico, uma
análise de pesquisas previamente desenvolvidas, com a coleta de dados estatísticos e do relato de uma magistrada negra,
que contemplassem características interseccionais. Os resultados demonstraram que apenas as cotas não garantem uma
equidade entre os magistrados, sendo necessário a reformulação das políticas de afirmação, a fim da superação de tais
ideais discriminatórios.
