SABERES DECOLONIAIS NA ESCOLA: UMA EXPERIÊNCIA FILOSÓFICA COM LÉLIA GONZALEZ

Autores

  • Consuelo Penelu Bitencourt Universidade Estadual de Feira de Santana
  • Gabriela de Araujo Souza Universidade Estadual de Feira de Santana
  • Jônio Plínio Ferreira Carneiro Universidade Estadual de Feira de Santana
  • Keisilane Lima da Silva Universidade Estadual de Feira de Santana
  • Leidiane da Silva Miranda Santos Universidade Estadual de Feira de Santana
  • Maricelia Mendes da Silva Ito Universidade Estadual de Feira de Santana
  • Tayara Graça Almeida Universidade Estadual de Feira de Santana
  • Thiago Felix Santos Costa Universidade Estadual de Feira de Santana
  • Vinícius Fraga Samel Universidade Estadual de Feira de Santana
  • Alexnaldo Teixeira Rodrigues Universidade Estadual de Feira de Santana

Palavras-chave:

Filosofia no ensino médio, Decolonialidade, Lélia Gonzalez, Educação para as relações étnico-raciais.

Resumo

O ensino de Filosofia no Ensino Médio enfrenta o desafio de dialogar com a diversidade cultural e histórica brasileira. Este artigo apresenta e analisa a experiência pedagógica intitulada “Lélia Gonzalez e a Filosofia da Resistência: Saberes Afro-Indígenas em Movimento”, desenvolvida com seis turmas de 1ª série do Ensino Médio no âmbito do Programa de Iniciação à Docência (PIBID). O objetivo da prática foi promover uma abordagem decolonial e valorizar a presença de mulheres na Filosofia, combatendo o silenciamento de saberes afro-brasileiros e indígenas no currículo. Metodologicamente, a intervenção buscou articular questões de gênero, raça e classe a partir do pensamento de Lélia Gonzalez (1935-1994). O referencial teórico ancora-se nos conceitos de colonialidade do poder de Aníbal Quijano, na crítica ao eurocentrismo de Walter Mignolo e nas diretrizes da BNCC (2018) e do DCRB (2019) quanto aos temas integradores das relações étnico-raciais e de gênero. Os resultados indicam que a inserção de perspectivas decoloniais fortalece a formação crítica dos estudantes, permitindo-lhes identificar interseccionalidades de poder e atuar de forma reflexiva frente às discriminações na sociedade contemporânea.

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Publicado

2026-06-12

Edição

Seção

Prática Pedagógica e Currículo Escolar